domingo, 25 de novembro de 2007

Conhece alguma mulher vítima de violência doméstica?

Está a terminar o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres e interrogo-me sobre qual será a atitude da maioria das pessoas que conhecem ou suspeitam da ocorrência de situações de violência doméstica entre as famílias suas conhecidas?
As hipótese são várias e vão desde falar com a suposta vítima, a alertar uma pessoa da confiança desta, a fazer uma denuncia anónima ou não, a falar com o suposto agressor (estratégia de resultados duvidosos).

Mas será que alguém intervem sem ter certeza abloluta de existir uma situação de violência, provas irrefutáveis, etc, etc,? E mesmo com provas dadas da veracidade da situação quantos de nós é que têm coragem de fazer alguma coisa?

A procura de ajuda tem vindo a aumentar significativamente nos últimos tempos mas será que as mulheres que conhecemos,vítimas de violência, nos pediam ajuda a nós? Na resposta a esta pergunta talvez se encontre forma de também passar por nós o poder de pôr fim à violência contra as mulheres e também contra os homens.

domingo, 18 de novembro de 2007

Em memória das vítimas na estrada

Hoje assinala-se o Dia da Memória das Vítimas na Estrada que é simultâneamente um dia de reconhecimento da profunda dor e do vazio imenso de todas as pessoas que um dia perderam parte das suas vidas. Se pensarmos no número de pessoas que morreram vítimas de acidentes rodoviários e as multiplicarmos pelo número de familiares e amigos, e acrescentarmos todas as pessoas que ficam com sequelas graves dos acidentes, temos um país de gente triste para quem todos os dias são dias da memória.

Há acidente que não dependem de um erro humano e também é verdade que há situações perfeitamente imprevisíveis mas a realidade é que a maioria dos acidentes é perfeitamente evitável. É a qualidade da nossa cidadania que está em causa e por isso temos de ser exigentes e dizer: "Não às mortes na estrada"!

Porque hoje, dia 18 de Novembro, também se assinala o dia da falta de civismo, é tempo de chamarmos a nós a responsabilidade de mudar a nossa atitude e os nossos comportamentos ao volante. Esta situação é sintomática do caminho que em Portugal ainda temos de fazer em matéria de cidadania e de respeito pelos outros.

O combate a este flagelo também depende de cada um de nós, não espere que lhe digam o que deve fazer. A questão essencial é:"O que é que eu posso fazer para terminar com as mortes na estrada?" Porque a nossa atitude faz a diferença.

sábado, 17 de novembro de 2007

Marcos Sá


A disponibilização on-line do trabalho parlamentar ganha cada vez mais adeptos.

Desta vez foi o meu Amigo e Camarada - e vizinho neste blog - Marcos Sá a lançar uma excelente página web.

Parabéns pela iniciativa!

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

As Crianças do Gana pertecem ao passado da sociedade da comunicação

Agora que não se fala das crianças do Gana vítimas de tráfico para a Europa é oportuno voltar ao assunto para nos recordarmos que neste segundo estão a morrer crianças no Gana e noutros países vítimas de fome e de sede, vítimas do horror de guerras que não são suas e reduzidas ao estatuto de "não-pessoas".
Os Relatórios da UNICEF sobre a situação das crianças do mundo são um retrato fiel da forma como as crianças são tratadas na era da globalização, cuja mais evidente expressão é o título do Relatório de 2006 "Os Excluídos e Invisíveis".

Todos nos indignamos pela forma como aqueles pais deixaram os seus filhos partir com desconhecidos e acreditaram que os levavam para a escola e para um mundo melhor. Mas a realidade é que no Gana, a pobreza e a miséria convivem pacificamente com o trabalho infantil a partir do 5 anos, por exemplo. A globalização ainda não chegou ao Gana.

A agenda da protecção à infância tem de estar inscrita na agenda da paz, da justiça social e do combate à pobreza. De outra forma, a comunidade internacional deve corar de vergonha cada vez que acorda ao som do despertador da "hipocrisia social".
As Crianças do Gana têm o seu nome registado no "Livro dos Invisíveis" e pertencem ao passado da sociedade da comunicação.

domingo, 11 de novembro de 2007

Adeus Armando

Desapareceu o Armando Rafael. Sem ser íntimo do Armando conhecio-o suficientemente para partilhar este sentimento de perda. A todos os que com ele partilharam alguns momentos fica um sentimento de perda dificil de ultrapassar. Para os amigos, a alegria como sabia viver a vida era contagiante. No jornalismo, a preocupação com o rigor que punha em tudo o que fazia, era exemplo para os colegas mais novos. A capacidade de agregar equipas e criar um ambiente de trabalho gratificante era uma arte que desempenhava como poucos. Obrigado Armando.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Tragédia na A 23

Infelizmente ontem aconteceu uma verdadeira tragédia. Hoje junto-me ao sofrimento das famílias enlutadas. Bem haja à excelente coordenação que se verificou ao socorro dos feridos.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

O mérito de Miguel Bastos Araújo

Carta aberta ao Miguel,
foi com orgulho que vi o teu trabalho divulgado na Visão - Edição Verde. Como já foi há uma semana provavelmente já escreveste o teu 71ºpaper, parabéns pela investigação que estás a desenvolver em prol do ambiente e da "sobrevivência da sociedade"!!
Mas o orgulho começa por teres crescido no Alentejo onde te conheci quando ainda eras um adolescente ambientalista... e tocavas Sérgio Godinho, em Valverde.
É pena não teres oportunidade de fazeres esse trabalho em Portugal mas fico na expectativa que o investimento que neste momento está a ser feito em ciência, tenha um poder atractivo para jovens cientistas como tu.
Até ao teu regresso "Verde guerreiro"!